Neurociências

Neurociências

domingo, 8 de junho de 2014


Depois de ler algumas matérias sobre a Neurociências, percebeu-se que o desenvolvimento do cérebro decorre da integração entre o corpo e o meio social. E que o professor deve potencializar essa interação por parte das crianças.

O professor, ao observar as emoções dos alunos, pode ter pistas de como o meio escolar os afeta: se está instigando emocionalmente ou causando apatia por ser desestimulante. Dessa forma, consegue reverter um quadro negativo, que não favorece a aprendizagem. Quanto mais emoção contenha determinado evento, mais ele será gravado no cérebro.

A atenção é fundamental para a percepção e para a aprendizagem. A falta de atenção não é sinônimo de indisciplina ou de desinteresse por parte das crianças. Ela pode ser decorrente de um meio desestimulante ou de situações inadequadas à aprendizagem. Tarefas muito difíceis desmotivam e deixam o cérebro frustrado, sem obter prazer do sistema de recompensa. Por isso são abandonadas, o que também ocorre com as fáceis. Para evitar isso, o professor precisa propor atividades que os alunos tenham condições de realizar e que despertem a curiosidade deles e os faça avançar. É necessário levá-los a enfrentar desafios, a fazer perguntas e procurar respostas. O professor deve focar a interação entre o meio, o saber e o aluno, refletindo sobre as atividades propostas e modificando-as se necessário.

O sistema nervoso central só processa aquilo a que está atento. Se o desvio de atenção é significativo, a aquisição de habilidade e a memorização sofrem prejuízo. O aluno pode simplesmente decorar uma nova informação, mas o registro se tornará mais forte se criar ativamente vínculos e relações daquele conteúdo com o que já está armazenado em seu arquivo de conhecimento. Aprendemos com base no que já sabemos. Aprender não é só memorizar informações. É preciso saber relacioná-las, ressignificá-las e refletir sobre elas.

Quando o sujeito é afetado positivamente por algo, a região responsável pelos centros de prazer é ativada e gera bem-estar, o que mobiliza a atenção da pessoa e reforça o comportamento dela em relação ao objeto que a afetou. As informações e acontecimentos que nos afetam e fazem sentido para nós ficam retidos na memória com mais facilidade. Como a construção de sentido passa pela afetividade, é difícil reter algo novo quando ele não nos afeta. Somos seres integrados: afetividade, cognição e movimento.

O cérebro se modifica em contato com o meio durante toda a vida. A interferência do ambiente no sistema nervoso causa mudanças anatômicas e funcionais no cérebro. A cognição se constitui pelas experiências sociais, e é fundamental a importância do ambiente nesse enfoque.

Então, a escola deve ser um espaço que motive e não somente que se ocupe em transmitir conteúdo. É tarefa do professor, apresentar bons pontos de ancoragem, para que os conteúdos sejam aprendidos e fiquem na memória, e também dar condições para que o aluno seja ativo em suas aprendizagens e construa sentido sobre o que está vendo em sala. Cabe ao professor propor, orientar e oferecer condições para que o aluno exerça suas potencialidades. Para isso, deve conhecê-lo bem, assim como o contexto em que vive e a relação dele com a natureza do tema a ser aprendido.

4 comentários:

  1. Adorei o tema do blog, gosto muito de estudar sobre os processos cognitivos e por isso escolhi o tema afetividade e cognição para desenvolver minha dissertação de pós graduação em psicopedagogia. Penso que para que ocorra a construção do conhecimento é necessária uma harmonia entre o aspecto emocional e afetivo. As aquisições cognitivas dependem do interesse da criança em aprender o novo. Por isso acredito que a relação professor aluno quando permeada de confiança e afeto promove o avanço cognitivo. A relação professor aluno é o fio condutor na construção da aprendizagem.

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  2. Adorei o tema. Bem aquilo que estamos sempre falando e buscando em nossas salas de aula e com nossos alunos, o texto retrata aquilo que já sabemos. O meio faz toda a diferença tanto em casa como na escola. Em casa não podemos fazer muito a não ser com nossos filhos, mas na escola sim. Por isso a importância de envolver nossos alunos com o clima da nossa sala de aula. Acredito também que não só os professores precisam adornar as salas de aula, mas que as escolas precisam preparar suas salas para receber seus alunos, tornar as salas atrativas e desafiadoras para os alunos.

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  3. Oi pessoal!
    Achei bem interessante o tema e as postagens de vocês, afinal, tem tudo a ver com o nosso dia a dia. Pena que uma das animações não consegui visualizar, ficou muito pequena, com pouca resolução e então não pude ler.
    Acredito que sim, é fundamental a proximidade do professor com o aluno. E digo isso por experiência própria, pois tive esta certeza quando comecei a lecionar no município, na zona norte e percebi que a hostilidade era muito grande em relação dos alunos a mim. Naquele primeiro momento eles não se interessavam, e faziam questão de não se interessar nas minhas aulas... Porém, com o tempo, maior proximidade nossa e posso dizer até que com o início da nossa amizade ao longo de uma vivência que já dura 3 anos, tudo mudou! Agora temos um entendimento que não posso nem explicar com palavras e sabemos exatamente como agir, tanto eu quanto os alunos, para construirmos a aprendizagem.

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