Para a neurociência a aprendizagem é a aquisição de informações, o resultado de modificações funcionais no Sistema Nervoso Central (SNC), das conexões entre os neurônios por conta da utilização do cérebro, ou seja, a experiência é a base da aprendizagem, pois a cada experiência o cérebro responde diferentemente com relação à experiência anterior.
Para aprender o indivíduo conta com as suas estruturas física, psicológica e cognitiva e é preciso que haja uma integração dos fatores emocionais, neurológicos, relacionais (ambiente social) e ambientais. Qualquer outro fator que influencie negativamente um dos anteriores afetará o processo de aprendizagem.
Atualmente a ênfase educacional está centrada na aprendizagem. O professor, antes transmissor do conhecimento, agora é um co-autor do processo de aprendizagem dos alunos, pois o conhecimento é construído e reconstruído continuamente na relação professor aluno.
Para que possamos aprender algo precisamos ter atenção (pré-requisito) e memória, processos fundamentais para a aprendizagem, já que ocorrem antes do processo de aprender.
Segundo Pantano (2009, p.23)
O processo de aprendizagem necessariamente envolve compreensão, assimilação (memória), atribuição de significado e estabelecimento de relações entre o conteúdo a ser aprendido e os conteúdos a ele relacionados e já armazenados. Nessa visão cognitiva, a aprendizagem é um processamento resultante de processos cognitivos que envolvem sensação, percepção, atenção e
memórias (operacional e de longo prazo).
Aprendizagem e memória são as habilidades de aquisição e manutenção das informações e a aprendizagem precisa se dá no momento exato em que ocorre a captação de uma informação pelas vias sensoriais, pela sua retenção e fixação pelas áreas da memória, função executada pelo córtex cerebral.
PANTANO, T. , ZORZI. J.L. Neurociência Aplicada à Aprendizagem. São José dos Campos: Pulso, 2009.
memórias (operacional e de longo prazo).
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